IOT e o Intel Edison

Nesta sexta (06/11/2015) e sábado (07/11/2015) estive no evento Intel Iot RoadShow 2015, na faculdade Insper para conhecer a plataforma de Iot da Intel chamada Intel Edison.

Quando chegamos ao evento recebemos um kit de desenvolvimento com o modulo Intel Edison, diversos sensores da Grove, uma camiseta e crachá para o evento. Vejam o link para o kit aqui:

https://software.intel.com/pt-br/iot/hardware/edison

 

 

 

Compareceram diversas pessoas, tais como Engenheiros, Físicos, Hobistas, Estudantes e etc. No primeiro dia tivemos contato com a plataforma.

Foram dois dias de muita tecnologia

Internet das Coisas

 

Por exemplo através do monitoramento da eficiência energética de nossas casas a fim de encontrar formas mais produtivas para alimentar a população mundial, aproveitamento destas “coisas” conectadas e transformação de grandes quantidades de dados brutos em percepções que podem ser praticadas, causaremos um grande impacto sobre a sociedade.

Qual o tamanho e o escopo da oportunidade de IoT?  Desde integradores de sistema a desenvolvedores de software e fabricantes de hardware, a cooperação é uma necessidade. A Intel está construindo um “grupo integrado e diversificado” (onde eu estou dentro) de parceiros que colaboram para criar normas e protocolos comuns, fazendo com que as “coisas” funcionem com a nuvem.

A Intel está enfrentando estes desafios, oferecendo produtos abertos e adaptáveis, promovendo um grupo integrado e próspero e mostrando o que é possível fazer com pilotos e caMarcelo IOTsos de uso que demonstram o valor potencial e facilidade de implantação.

Para simplificar e tornar mais rápidos os processos de implantação e adaptação da IoT nas aplicações, oferecemos a Intel® IoT
Platform, um projeto que apresenta detalhes de como se conectar de forma segura e gerenciar uma frota de “coisas”, desde pequenos sensores até enormes fazendas de servidores que compõem a nuvem, sem deixar de utilizar várias ferramentas e tecnologias de análise ao longo do caminho.

A IoT está provando ser uma virada de jogo tanto para os consumidores quanto para as empresas.

Este é o maravilhoso mundo novo!

 

Incendio ALEMOA

Esta foi considerada a segunda ocorrência mais grave do mundo em terminal de armazenamento de combustíveis, segundo a classificação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo para o incêndio que, no início de abril de 2015, destruiu seis tanques de etanol e gasolina da empresa Ultracargo localizados na área retroportuária de Santos, bairro da Alemoa, causando diversos prejuízos naquela região do litoral paulista, principalmente de ordem ambiental.

De forma a evitar que eventos como esse ocorram novamente no Brasil, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) realizou no dia 20 de maio, em parceria com o Corpo de Bombeiros, a Prefeitura Municipal de Santos e a Associação dos Engenheiros e Arquitetos local (AEAS), um fórum que contou com a participação de várias instituições interessadas no estudo do caso e foram avaliadas propostas para aprimorar as atividades de prevenção contra incêndios e inspirar legislações que imponham exigências mais rigorosas nas áreas da segurança e preservação do meio ambiente.

 

O que precisa melhorar em situações de risco

Em reunião, realizada na sede do Crea-SP, o Coronel PM Cássio Armani, Coordenador Operacional do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, declarou que “o Corpo de Bombeiros desempenhou grande esforço para o controle do incêndio na Alemoa, mas houve problemas de despreparo, em termos de equipamentos, para a situação tão pouco recorrente. Com equipamento adequado para a ocasião, a Petrobrás foi fundamental na ação de resfriamento dos tanques e do entorno”. Segundo os organizadores do fórum, “o Corpo de Bombeiros precisaria dispor de equipamentos similares aos da Petrobrás para combater esse tipo de sinistro”.

Uma questão muito importante que foi discutida no encontro em Santos refere-se a planos de evacuação da população em caso de emergência, o que envolveria ações da Defesa Civil e de setores específicos das Prefeituras. “Na Alemoa tivemos a elevação de gases perigosos e, se os níveis de tolerância fossem ultrapassados, seria muito complicado organizar a evacuação de cidades inteiras, como Santos, Cubatão e Guarujá. Afinal, não se deve esquecer que registramos o segundo maior incêndio em terminais do mundo, com risco real de se transformar numa tragédia de maiores proporções” – disse Armani.

Segundo o Presidente do Crea-SP, Eng. Francisco Kurimori, “o nosso papel é promover o debate com a sociedade, para estimulá-la a se preparar melhor, de maneira preventiva e também, eventualmente, de maneira corretiva, para que nós tenhamos uma segurança melhor para a população”.

“Desde o incêndio no Edifício Joelma – continua Kurimori – o Crea-SP mantém sua parceria com o Corpo de Bombeiros. O que ocorreu em Santos foi falha da Engenharia e a solução deverá vir da Engenharia”.

Fonte: CREA-SP

NBR5419:2015 – Nova norma de Para-raios (SPDA)

A nova norma NBR5419:2015 entrou em vigor no dia 22/06/2015. Ela esta dividida em 4 partes:

Parte 1: Princípios gerais – 67 paginas
Parte 2: Gerenciamento de risco – 104 paginas
Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida – 51 paginas
Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura  – 87 paginas.

Houve uma mudança drástica entre as duas normas, pode-se notar pela quantidade de paginas. A norma anterior possuía apenas 42 páginas, e a norma atual passou a ter 309 páginas.

A primeira parte da norma trata de premissas gerais a serem consideradas para o projeto de SPDA e Aterramento.

NBR5419:2015A segunda parte estabelece os requisitos para análise de risco do projeto de SPDA e Aterramento, não apenas para definição do nível de proteção da instalação, mas trazendo diretrizes sobre medidas de proteção que devem ser tomadas para uma proteção mais efetiva de pessoas e instalações.

A terceira parte conserva boa parte do escopo geral da norma antiga, aplicável a projetos, instalação, inspeção e manutenção do SPDA e Aterramento, além de medidas mitigadoras para controlar tensão de toque e passo proveniente de descargas atmosféricas. Houveram mudanças neste aspecto quanto a materiais de condutores de captação e descida, procedimentos nos testes de continuidade e arquitetura de interligação dos condutores de descida.

A quarta parte da norma trata basicamente de aspectos gerais ligados à compatibilidade eletromagnética e medidas de proteção contra surtos atmosféricos para equipamentos elétricos e eletrônicos, nas fases de projeto, instalação, inspeção, manutenção e ensaio

Veja abaixo as principais mudanças entre a Norma ABNT NBR-5419:2005 e a nova ABNT NBR-5419:2015

O anexo B da norma de 2005, (análise de necessidade de proteção), na norma 2015 passou a ser chamado de Análise de Risco, onde, além dos fatores de ponderação existente, novos fatores de risco para a edificação que até então não eram analisados passaram a ser observados com mais rigor. Neste anexo agora são definidos: o nível de proteção  e quais medidas complementares deverão ser tomadas para garantir uma proteção eficiente a edificação, pessoas e instalações.

Os métodos de proteção, não foram alterados, continuando a serem usados os métodos dos Ângulos (Franklin), Modelo Eletrogeométrico e Método das Malhas. As maiores mudanças ficaram por conta do Método dos Ângulos com o aumento significativo do alcance de pequenos captores, particularmente até 2 metros. O Método das Malhas teve seus meshs (reticulados) reduzidos para: classe 1 = 5x5m; classe 2 = 10x10m; classe 3 = 15x15m e classe 4 = 20x20m. Também o espaçamento das descidas e dos anéis horizontais passaram a ser: classe 1 = 10m; classe 2 = 10m; classe 3 = 15m e classe 4 = 20x20m. O Método Eletrogeométrico permaneceu inalterado na nova norma NBR5419:2015.

O gráfico de comprimento mínimo de eletrodo enterrado versus resistividade do solo, agora foi ampliado também para nível 2 de proteção pois antes só havia relação direta entre os 2 parâmetros no nível 1 conforme a nova norma NBR5419:2015.

A tabela de condutores de captação na nova norma NBR5419:2015, descidas e aterramento foi aprimorada com novos materiais (aço cobreado, alumínio cobreado), e algumas dimensões mínimas e tolerâncias foram estabelecidas, aumentando desta forma as possibilidades do projeto.

Os testes de continuidade das estruturas de concreto armado foram normalizados em duas etapas com melhor detalhamento dos seus procedimentos, trazendo mais segurança para o sistema com a nova norma NBR5419:2015.

A medição da resistência ôhmica do aterramento do SPDA, bem como o anterior valor sugerido de 10 ohms foram suprimidos da norma.

O arranjo A (aterramento pontual) foi retirado da norma, permanecendo apenas o arranjo B (em anel) circundando a edificação e interligando todas as descidas. Este anel deve estar, no mínimo, 80% em contato com o solo conforme a nova norma NBR5419:2015.

NBR16280:2014 – Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas

Muitas pessoas tem me procurado sobre a norma ABNT NBR16280:2014 – Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas — Requisitos, para saber se é necessário a ART na reforma de seu apartamento. Verifico que todos estão preocupados com as alterações ou reformas que serão feitas nas unidades, mas pouco se fala sobre a obra como um todo.

A norma ABNT NBR16280:2014 tem como foco, todo um sistema de gestão de reformas, não estabelece apenas critérios para as alterações propriamente ditas. O risco de uma obra executada sem o devido acompanhamento técnico muitas vezes é maior durante a condução dos trabalhos.

Por exemplo, um pedreiro que venha a perder um dedo da mão por falta de uso de EPI na chamada “Makita – serra utilizaMakitada para cortar revestimento, mármores e granitos”, ou ainda a chamada “Makita” venha a cortar a tubulação de Gás da edificação e provoque uma explosão.

Alem dos perigos associados a obra, temos os problemas relacionados ao meio ambiente e as normas do próprio condomínio.

A norma trata dos seguintes aspectos:
  1. Requisitos gerais;
  2. Áreas privadas;
  3. Áreas comuns;
  4. Incumbências e encargos;
Responsável(is) legal(is) da edificação
  1. Antes do inicio da reforma;
  2. Durante a reforma;
  3. Apos as obras de reforma;
Proprietário de unidade autônoma, quando edificação em condomínio
  1. Antes do inicio da reforma;
  2. Durante a reforma;
  3. Apos as obras de reforma;
Documentação
  1. Requisitos para a documentação das obras de reforma
  2. Arquivo
  3. Registro

O escopo definido na norma ABNT NBR16280:2014, estabelece que os requisitos para os sistemas de gestão de controle de processos, projetos, execução e segurança, devem incluir meios para:

  1. Prevenções de perda de desempenho decorrente das ações de intervenção gerais ou pontuais nos sistemas, elementos ou componentes da edificação;
  2. Planejamento, projetos e analises técnicas de implicações da reforma na edificação;
  3. Alteração das características originais da edificação ou de suas funções;
  4. Descrição das características da execução das obras de reforma;
  5. Segurança da edificação, do entorno e de seus usuários;
  6. Registro documental da situação da edificação, antes da reforma, dos procedimentos utilizados e do pós-obra de reforma;
  7. Supervisão técnica dos processos e das obras.
Requisitos para a “gestão da reforma” – Conforme NBR16280

Toda a reforma deve atender a um plano de diretrizes, que contemple no minimo:

  • Preservação dos sistemas de segurança existentes na edificação;
  • Apresentação de toda e qualquer modificação que altere ou comprometa a segurança da edificação ou do seu entorno à analise da incorporadora/construtora e do projetista, dentro do prazo decadencial (legal). Apos esse prazo, um responsável técnico designado pelo responsável legal (Síndico) deve efetuar a analise;
  • Meios que protejam os usuários das edificações de eventuais danos ou prejuízos decorrentes da execução dos serviços de reforma e sua vizinhança;
  • Descrição dos processos de reforma clara e objetiva, atendendo aos regulamentos exigíveis para a realização das obras e sua forma de comunicação;
  • Quando aplicável, o registro e a aprovação nos órgãos competentes e pelo condomínio, exigidos para a sua execução;
  • Definição dos responsáveis e suas atribuições em todas as fases do processo;
  • Previsão de recursos para o planejamento da reforma: materiais, técnicos, financeiros e humanos, capazes de atender às interferências nos diferentes sistemas da edificação e prover informações e condições para prevenir ou mitigar os riscos;
  • Garantia de que a reforma não prejudica a continuidade dos diferentes tipos de manutenção das edificações, apos a obra;
Requisitos para a “realização de reformas” em edificações – Conforme NBR16280
 Obras

O plano de reforma deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado (Engenheiro) por apresentar a descrição de impactos de sistemas, subsistemas, equipamentos e afins da edificação, e por encaminhar o plano ao responsável legal (Síndico) da edificação, em comunicado formal para analise antes do inicio da obra de reforma. O plano deve atender as seguintes condições:

  • Atendimento às legislações vigentes e normas técnicas pertinentes para realização das obras;
  • Estudo que garanta a segurança da edificação e dos usuários, durante e apos a execução da obra;
  • Autorização para circulação, nas dependências da edificação, dos insumos e funcionários que realizarão as obras nos horários de trabalho permitidos;
  • Apresentação de projetos, desenhos, memoriais descritivos e referencias técnicas, quando aplicáveis;
  • Escopo dos serviços a serem realizados;
  • Identificação de atividades que propiciem a geração de ruídos, com previsão dos níveis de pressão sonora máxima durante a obra;
  • Identificação de uso de materiais tóxicos, combustíveis e inflamáveis;
  • Localização e implicações no entorno da reforma;
  • Cronograma da reforma;
  • Dados das empresas, profissionais e funcionários envolvidos na realização da reforma;
  • A responsabilidade técnica pelo projeto, pela execução e pela supervisão das obras, quando aplicável, deve ser documentada de forma legal e apresentada para a nomeação do respectivo interveniente;
  • Planejamento de descarte de resíduos, em atendimento à legislação vigente;
  • Estabelecimento do local de armazenamento dos insumos a serem empregados e resíduos gerados;
  • Implicações sobre o manual de uso, operação e manutenção das edificações, conforme ABNT NBR 14037, e na gestão da manutenção, conforme a ABNT NBR 5674, quando aplicável.
Conforme item 5.2 Áreas privativas:

As adequações técnicas ou reformas em áreas privativas da edificação que afetam a estrutura, as vedações ou quaisquer sistemas da unidade ou da edificação devem atender aos requisitos acima e ser comprovadamente documentadas e comunicadas ao responsável legal (Síndico) da edificação antes de seu inicio.

O responsável legal (Síndico) deve autorizar o transito nas áreas comuns do edifício dos insumos e funcionários que atuarão na obra. Se não autorizado o responsável legal (Síndico) deve apresentar justificativa técnica ou legal ao solicitante.

A norma deixa claro que a autorização por parte do responsável legal (Síndico) da edificação quanto ao transito nas áreas comuns do edifício dos insumos e funcionários que atuarão na obra não substitui as aprovações legais, nem representa o compartilhamento de responsabilidade legal pela realização da reforma.

Durante toda a realização das obras de reforma, todos os sistemas de segurança da edificação devem permanecer em funcionamento ou, se necessário, devem ser previstos sistemas alternativos. Por exemplo, já vi situações muito desastrosas comoEPI a drenagem de toda a reserva técnica de incêndio para a limpeza de caixa d’agua, esta atividade coloca em risco toda a edificação e caso ocorra um sinistro a seguradora não pagará os prejuízos decorrentes de um incêndio.

Em nenhuma hipótese pode haver obstrução, mesmo que temporária ou parcial, das saídas de emergência da edificação. Caso necessário, devem ser criadas rotas de figa e saídas de emergência compatíveis com a ABNT NBR 9077, que devem ser implementadas antes do inicio da reforma.

Devem ser aplicados controles que validem as condições de terminalidade ou recebimento das etapas da obra, de forma a garantir o cumprimento dos requisitos legais e as especificações elencadas no plano.

Caso seja constatada alteração de escopo da reforma, a obra deve ser imediatamente interrompida e proibido o acesso de materiais e funcionários. A documentação deve ser submetida à nova analise e aprovação, e, somente apos a autorização do novo escopo, a obra pode ser retomada.

Os aspectos de segurança e uso da edificação, deve ser mantida por meio de ações técnicas, legais e emergenciais cabíveis.

Conforme item 5.3 Áreas comuns:

“Todas as reformas” devem atender às normas técnicas existentes e legislações vigentes, bem como devem ser alinhadas ao plano de gestão e manutenção, conforme ABNT NBR 5674, Devem também atender aos requisitos de registros e arquivamento das documentações.

NBR16280

Conforme item 6.1 Responsável(is) legal(is) da edificação:

 

Conforme item 6.1.1 Antes do inicio da obra de reforma:

Cabe ao responsável legal da edificação (Sindico) o seguinte:

  • Disponibilizar os requisitos e ações necessárias para a realização de reformas além das previstas na convenção de condomínio e regimento, quando condomínio. (por exemplo, documentos exigíveis, horário de trabalho, transito de insumos e prestadores de serviço, entre outros);
  • Requerer a necessária atualização do manual de operação, uso e manutenção da edificação, observadas as normas pertinentes vigentes;
  • Receber as documentações ou propostas de reforma;
  • Encaminhar a proposta de reforma para analise técnica e legal;
  • Formalizar, com base na analise, resposta à solicitação nos seguintes termos e justificativas (aprovado, aprovado com ressalvas ou rejeitado);
  • Autorizar a entrada na edificação de insumos e pessoas contratadas para a realização dos serviços de reforma somente apos atendimento a todos os requisitos do plano de reforma;
  • Promover a comunicação e disseminação entre os demais usuários sobre as obras de reforma na edificação que estiverem aprovadas.
Conforme item 6.1.2 Durante as obras de reforma:
  • Verificar ou delegar a terceiros o devido atendimento ao plano de reforma, para assegurar condições necessárias à realização segura das obras;
  • Cumprir e fazer cumprir as deliberações em relação às obras aprovadas, em atendimento à convenção, ao regimento interno e às determinações da assembleia, quando condomínio;
  • Tomar ações legais necessárias, sob qualquer condição de risco iminente para a edificação, seu entorno ou seus usuários;
Conforme item 6.1.3 Apos as obras de reforma
  • Vistoriar ou delegar a terceiros as condições de finalização da obra concluída;
  • Receber o termo de encerramento das obras emitido pelo executante e o manual atualizado, nos termos da ABNT NBR 14037;
  • Encerrada a obra nos termos descritos em 6.1.3, cancelar as autorizações para entrada e circulação de insumos ou prestadores de serviços da obra;
  • Arquivar toda a documentação oriunda da reforma, incluindo o termo de encerramento das obras emitido pelo executante.
Conforme item 6.2 Proprietário de unidade autônoma, quando edificação em condomínio.

 

Conforme item 6.2.1 Antes do inicio da obra de reforma

Encaminhar ao responsável legal da edificação (Síndico) o plano de reforma e as documentações necessárias que comprovem o atendimento à legislação vigente, normalização e regulamentos para a realização de reformas.

 

Conforme item 6.2.2 Durante as obras de reforma

Diligenciar para que a reforma seja realizada dentro dos preceitos da segurança e para que atenda a todos os regulamentos.

Conforme item 6.2.3 Após as obras de reforma

Atualizar o conteúdo do manual de uso, operação e manutenção do edifício e ou manual do proprietário, nos pontos em que as reformas interfiram conforme os termos da ABNT NBR 14037. No caso de inexistência deste manual da edificação reformada, as intervenções que compõem a reforma devem ter o manual de uso, operação e manutenção elaborado conforme a ABNT NBR 14037.

Requisitos para a documentação das obras de reforma

Toda a documentação das obras de reforma deve ser arquivada como parte integrante do manual de uso, operação e manutenção da edificação, ficando sob guarda do responsável legal. Toda documentação da gestão da reforma deve ter os controles necessários para identificação, armazenamento, proteção, recuperação, retenção e disposição dos registros.

Quando solicitada a documentação deve estar disponível e prontamente recuperável, aos proprietários, condôminos, construtor/incorporador e contratado, quando pertinente.

O responsável legal (Síndico) deve manter a guarda da documentação referente às reformas e transferi-la integralmente e formalmente ao seu sucessor.

Os registros devem ser mantidos legíveis e disponíveis para prover evidencias da realização das obras segundo os planos de reforma aprovados.

Os registros devem conter no minimo:

  1. Identificação da obra de reforma e data;
  2. Estabelecer a forma de arquivamento dos registros e garantia da sua integridade pelo prazo legal.
Modelo orientativo para realização de obras de reforma em edificações

Segue abaixo um modelo orientativo que faz parte da norma. Mas para a devida compreensão, é necessário entender a definição de Empresa capacitada e Empresa especializada.

Empresa capacitada:

Organização ou pessoa que tenha recebido capacitação, orientação e responsabilidade de profissional legalmente habilitado e que trabalhe sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado, conforme ABNT NBR 5674 (Empresa que tenha sido treinada por Engenheiro mas que o profissional Engenheiro não faz parte do quadro de funcionários).

Empresa especializada:

Organização ou profissional liberal que exerça função na qual são exigidas qualificação e competência técnica especificas, conforme ABNT NBR 5674 (Engenheiro ou Empresa que tenha um Engenheiro responsável).

Tabela NBR16280

As normas e documentos relacionados são:

ABNT NBR 5671, Participação dos intervenientes em serviços e obras de engenharia e arquitetura;

ABNT NBR 5674, Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção;

ABNT NBR 9077, Sidas de emergência em edificações;

ABNT NBR 12721, Avaliação de custos unitários de construção para incorporação imobiliária e outras disposições para condomínios edifícios – Procedimento;

ABNT NBR 14037, Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações – Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos;

ABNT NBR 15575 (todas as partes), Edificações habitacionais – Desempenho

Necessidade de SPDA – Verifique você mesmo

Muitos leitores do blog tem me procurado para verificar a necessidade ou não do SPDA – Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas, então resolvi desenvolver um sistema para o calculo segundo o anexo B da NBR 5419. Este sistema serve apenas para uma verificação previa e mesmo que o sistema indique que a sua estrutura não necessita de SPDA é necessário que um Engenheiro efetue a memoria de calculo e emita o laudo para a obtenção do AVCB do bombeiro e também para efeito de pagamento de apólices de seguros no caso de sinistro. Nos caso de estruturas especiais com risco de explosão, tais como aquelas contendo gases ou líquidos inflamáveis, estes requerem o mais alto nível de proteção.

E em muitos outros casos, a necessidade de proteção é evidente e independe deste calculo, por exemplo:

  1. locais de grande afluência de publico;
  2. locais que prestam serviços públicos essenciais;
  3. áreas com alta densidade de descargas atmosféricas;
  4. estruturas isoladas, ou com altura superior a 25m;
  5. estruturas de valor histórico ou cultural.

Necessidade de SPDA

“Verifique você mesmo a necessidade de SPDA”

 

O sistema de calculo abaixo apresenta o método conforme o anexo B da norma NBR5419 para determinar se a necessidade de SPDA é, ou não exigido. No entanto, alguns fatores não podem ser avaliados e podem sobrepujar todas as considerações. Por exemplo, o fato de que não deve haver qualquer risco de vida evitável, ou de que os ocupantes de uma estrutura devem se sentir sempre seguros, pode determinar a necessidade de SPDA, mesmo nos casos em que a proteção seria normalmente dispensável. Nestas circunstancias, deve recomendar-se uma avaliação que considere o risco de exposição (isto é, o risco de a estrutura ser atingida pelo raio), e ainda os seguintes fatores:

  1. o tipo de ocupação da estrutura;
  2. a natureza de sua construção;
  3. o valor de seu conteúdo, o os efeitos indiretos;
  4. a localização da estrutura;
  5. a altura da estrutura.

O sistema abaixo é de uso gratuito e deve ser usado com cuidado, aproveite!

Se tiver alguma duvida, visite os nossos outros posts sobre SPDA:

http://www.marcelobarreto.eng.br/laudo-tecnico-de-spda/

http://www.marcelobarreto.eng.br/porque-se-proteger-dos-raios/

http://www.marcelobarreto.eng.br/acidentes-com-raios-crescem-em-minas-e-numeros-ja-sao-alarmantes/

Uso do sistema:

Preencha as os campos das dimensões da estrutura a proteger, selecione as opções apropriadas quanto:

  1. Tipo de Ocupação;
  2. Tipo de Construção;
  3. Conteúdo e efeitos indiretos das descargas atmosféricas;
  4. Localização;
  5. Topografia da Região.

Acione o botão “Calculo” e verifique os resultados obtidos, caso tenha alguma duvida entre em contato ou deixe uma mensagem no blog.

Qualquer duvida ligue para mim:

Eng Marcelo Barreto

(11) 983-548-570

Obs:

Este cálculo foi efetuado de acordo com NBR5419 do anexo B, o resultado do cálculo leva em consideração as opções das respostas selecionadas.

Só use este aplicativo se tiver certeza dos dados de entrada.

Não há a responsabilidade pela má utilização do conteúdo deste programa.

Todo cálculo de necessidade de SPDA deve ser acompanhado por profissional legalmente habilitado.

 

Internet das coisas: Engenheiro explica o conceito

A “Internet das Coisas” ou a sigla em inglês IOT – Internet Of Things refere-se a uma revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados no dia a dia à rede mundial de computadores. Cada vez mais surgem eletrodomésticos, meios de transporte e até mesmo tênis, roupas, lampadas, sistemas de monitoramento e maçanetas conectadas à Internet e a outros dispositivos, como computadores e smartphones.

A ideia principal é que, cada vez mais, o mundo físico (das cInternet das Coisasoisas) e o digital se tornem um só, através dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens dentro da Internet. Aparelhos vestíveis, como o Google Glass e o Smartwatch 2, da Sony, transformam a mobilidade e a presença da Internet em diversos objetos em uma realidade cada vez mais próxima.

 

Como surgiu o termo?

A ideia de conectar objetos não é nova e ja vem sendo discutido desde 1991, quando a conexão TCP/IP e a Internet que conhecemos hoje começou a se popularizar. Bill Joy, cofundador da Sun Microsystems, pensou sobre a conexão de Device (dispositivo) para Device (D2D) (TechTudo).

Em 1999, Kevin Ashton do MIT propôs o termo “Internet das Coisas” e dez anos depois escreveu o artigo “A Coisa da Internet das Coisas” para o RFID Journal. De acordo com o especialista, a rede oferecia, na época, 50 Pentabytes de dados acumulados em gravações, registros e reprodução de imagens (Wikipedia).

A limitação de tempo e da rotina no futuro fará com que as pessoas se conectem à Internet de outras maneiras. Segundo Ashton, assim, será possível acumular dados do movimento de nossos corpos com uma precisão muito maior do que as informações de hoje. Com esses registros, se conseguirá reduzir, otimizar e economizar recursos naturais e energéticos, por exemplo. Para o especialista, essa revolução será maior do que o próprio desenvolvimento do mundo online que conhecemos hoje (TechTudo).

Algumas aplicações da Internet das Coisas

Google Glass ajudou a popularizar a Internet das Coisas

O protótipo Mobii, que a Ford e Intel esta desenvolvendo, pretende reinventar os automóveis. Ao entrar em um carro com essa tecnologia, uma câmera vai fazer o reconhecimento do rosto do motorista, a fim de oferecer informações sobre seu cotidiano, recomendar músicas e receber orientações para acionar o mapa com GPS.

Caso o sistema não reconheça a pessoa, ele tira uma foto e envia as informações para o celular do dono, evitando furtos. Esse é um exemplo de um carro em um ambiente da Internet das Coisas, com acessórios online e todos agindo de maneira inteligente e conectados.

mobii

Projeto da Frod e Intel – click na foto para ir para site

Outro grande exemplo de aplicação da Internet das Coisas, envolve a parceria da fabricante de elevadores Thyssenkrupp com a Microsoft. Juntas, as empresas desenvolveram um sistema inteligente e online para monitorar os elevadores através de call centers e técnicos conectados a internet.

O ideia do sistema é prestar assistência em tempo real e evitar acidentes com manutenções preventivas nos elevadores da marca. Essa iniciativa resulta em uma redução de custo e é um exemplo de aplicabilidade da Internet das Coisas em infraestrutura.

Nos dias de hoje, são muitos os objetos conectados, como geladeiras, óculos, elevadores e carros. A rede pode intervir em pequenos dispositivos ou em infraestruturas complexas. Pensando em toda essa usabilidade, vêm surgindo iniciativas, que envolvem empresas grandes, para unificar a Internet das Coisas e isso fará toda a diferença.

Dell, Intel e Samsung, por exemplo, se uniram em julho do ano passado exatamente para padronizar as conexões, em um grupo chamado Open Interconnect Consortium (OIC). Eles pretendem criar um protocolo comum para garantir o bom funcionamento da conexão entre os mais variados dispositivos. Wi-Fi, Bluetooth e NFC serão recursos desenvolvidos pela organização. Fazem parte do consórcio também a Atmel, empresa de microcontroladores; a Broadcom, de soluções de comunicação com e sem fio; e Wind River, de software e tecnologia embarcada.

Essa, no entanto, não é a única iniciativa nesse sentido. Arquitetado em dezembro de 2013, o Allseen Alliance tem 51 empresas participantes, entre as quais estão nomes de peso, como LG, Panasonic, Qualcomm, D-Link e a Microsoft. No Brasil, o escritório do W3C, responsável pela criação do World Wide Web, a navegação padronizada por browsers, busca difundir a ideia de Internet das Coisas. O órgão é ligado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Eles desenvolveram vídeos de divulgação do conceito em nosso país. Confira abaixo, o vídeo é muito bom, assista em tela cheia vale apena:

Visite também o site da Telefônica Vivo sobre a Internet das Coisas.

Pensando nisso, o sistema que desenvolvi recentemente para administração de água em condomínios, residencias e industrias leva este conceito a serio, click no link abaixo para entender melhor o que o AquaMon pode fazer por você:

Sistema de Monitoramento de Água – AquaMon

 

Já é o 4º reator eletrônico queimado. O quê fazer ?

O problema do reator eletrônico queimado:

Normalmente, um reator é projetado para durar pelo menos 1 ano, afinal esta é a garantia oferecida pela fabrica. Claro que este tempo pode ser muito maior. Porem não é o que percebo, em muitos casos. Existem situações que o reator é trocado, e poucas horas depois, novamente ocorre outra falha. Certamente a qualidade do produto influencia muito, pois existem produtos no mercado que não atendem as necessidades minimas.
A partir da portaria n.º 267, de 21 de setembro de 2009 do INMETRO, ficou estabelecido os procedimentos para a certificação compulsória de reatores eletrônicos para lampadas fluorecentes. Isso significa que é proibido a venda de reatores sem a certificação INMETRO.
Mas mesmo usando reatores de ótima qualidade em muitos casos os reatores continuam queimando de forma excessiva.

Mas por quê em alguns casos eles duram mais e em outros a queima é constante e sucessiva ?

Picos de tensão

Os picos de tensão são variações elétricas muito rápidas e que podem atingir milhares de volts acima da normal.

Dano por pico de tensão em reatores eletrônicos

A grande maioria dos problemas em reatores é o pico de tensão. Podemos ver o dano causado, retirando-se a tampa protetora do reator, na fina abaixo podemos observar que um dos capacitores eletrolíticos com voltagem de 250 volts, está com a parte superior estufada.

 
De onde vem estes picos de tensão ?

Os picos de tensão, normalmente, são originados externamente.

E é provocado pelo funcionamento de grandes máquinas elétricas nas proximidades, motores de elevadores em seu prédio, descargas induzidas por queda de raios, manobras na transmissão de energia e apagões repentinos.

Como se proteger desses picos de tensão ?

 

DPS

DPS

A solução existe, e para isso foram criados dispositivos que protegem os equipamentos de uma determinada instalação elétrica dos picos de tensão, estes dispositivos são chamados de DPS – Dispositivo de Proteção contra surtos Elétricos.

Onde é instalado o DPS ?

Ele deverá ser instalado no Quadro de energia, onde estão os disjuntores.

Dimensionamento do DPS

Para o correto dimensionamento do DPS é necessário a analise de um Engº Eletricista, pois existem diversos fatores a serem levados em consideração. A tentativa de solucionar o problema de queima de reatores sem o devido dimensionamento do DPS a ser utilizado normalmente não tem o resultado esperado.

Veja algumas especificações dos produtos da SCHNEIDER:

Linha de DPS SCHNEIDER

Ambas as normas NBR5410 – Instalações elétricas de baixa tensão  e NBR5419 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. Determinam a utilização de DPS nas instalações elétricas.

 

 

Sistema de monitoramento de caixa d’água para residencias, condomínios ou empresas – parte 3

Finalmente cheguei ao final do desenvolvimento do sistema de monitoramento de caixa d’água – AquaMon que foi concebido para administração da água em residencias, condomínios ou empresas. O sistema informa em tempo real os níveis dos reservatórios de água no display em seu painel. O sistema também envia informações para um servidor na internet, alem disso também envia alarmes pre-programados por mensagens de SMS em celulares.

AquaMon – Sistema de monitoramento de caixa d’água

 

O sistema AquaMon – Sistema de monitoramento de caixa d’água utiliza o conceito de “Internet das Coisas” ou “Internet of Things” – IOT veja o Artigo: Internet das coisas: Engenheiro explica o conceito

Acesso dos condôminos a informação

Cada condôminoMonitoramento de caixa d'água pode verificar on-line os níveis dos reservatórios do seu condomínio usando o seu computador ou celular para acessar a internet. Isso ajuda muito a administrar um recurso que cada vez mais é escasso. Imagine a seguinte situação: estou no trabalho e preciso saber se tem água disponível para tomar aquele merecido banho ou terei que ir ate a casa da sogra… Basta acessar o site do sistema, fazer o login e verificar a situação… Alias, podemos saber também se tem energia no condomínio e decidir se é melhor aguardar um pouco mais, afinal subir as escadas ate o trigésimo andar depois de um longo dia de trabalho, não é uma tarefa la muito prazerosa.

Os tipos de alarmes disponíveis são:

  1. foto 2Falta de energia elétrica;
  2. Retorno de energia elétrica;
  3. Falta de água da concessionaria;
  4. Retorno da água da concessionaria;
  5. Nível dos reservatórios em 10%;
  6. Nível dos reservatórios em 20%;
  7. Nível dos reservatórios em 30%;
  8. Nível dos reservatórios em 50%;
  9. Nível dos reservatórios em 100%;
  10. Problema no sistema de bombeamento;
  11. Possível vazamento;

As configurações do equipamento são feitas por um controle remoto por Infravermelho, isso facilita muito.20150429_211252

. As opções existentes são:

  1. Data/Hora;Monitoramento de caixa d'água
  2. Calibração;
  3. Alarmes;
  4. GPRS.

 

 

 

Faz uma semana que o protótipo do sistema de monitoramento de água – AquaMon – Sistema de monitoramento de caixa d’água foi instalado no condomínio onMonitoramento de caixa d'águade moro para avaliar e verificar possíveis correções de software e ou hardware. Este é o painel que desenvolvi para o produto. A imagem esta mostrando a mensagem de inicialização do sistema no display. O equipamento quando é ligado, efetua a verificação do funcionamento dos seus sistemas na forma de um auto teste e passa a mostrar no display a informação do nível dos reservatórios monitorados pelo sistema em tempo real, assim como enviar estas informações para o servidor do AquaMon – Sistema de monitoramento de caixa d’água na internet e SMS´s dos alarmes programados.

 

No próximo post pretendo detalhar melhor o funcionamento do sistema de monitoramento de água AquaMon.

Se alguém tiver interesse em obter mais informações sobre o sistema basta entrar em contato

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O sistema esta pronto e operando, veja o link:

http://www.marcelobarreto.eng.br/monitoramento-nivel-de-caixa-dagua/

Medição de nível de caixa d’água para residencias, condomínios ou empresas – parte 2

No primeiro artigo abordei as varias técnicas para medição de nível. Este artigo vamos nos aprofundar na tecnologia de medição de nível por diferença de pressão. Este método apresenta uma serie de características que vai beneficiar este projeto. Dentre elas, a principal é a simplicidade mecânica aliada a uma ótima precisão.

Freescale fabrica sensores de pressão que mede a diferença de pressão entre uma entrada e outra. Veja a foto abaixo:

Sensor

Sensor

Esse sensor mede a pressão de qualquer fluido (água, óleo, ar, etc). A principal aplicação é a medição de nível em caixas d’agua, máquinas de lavar, etc.

Ha varios modelos a saber, cada um para uma faixa de pressão:

  • MPX5010DP: 0 a 10 kPa (0 a 1,45 psi – 0 a 0,1 bar – 0 a 1m de coluna de agua)
  • MPX5050DP: 0 a 50 kPa (0 a 7,25 psi – 0 a 0,5 bar – 0 a 5m de coluna de agua)
  • MPX5100DP: 0 a 100 kPa (0 a 14,5 psi – 0 a 1 bar – 0 a 10m de coluna de agua)
  • MPX5500DP: 0 a 500 kPa (0 a 72.5 psi – 0 a 5 bar – 0 a 50m de coluna de agua) – EM FALTA
  • MPX5700DP: 0 a 700 kPa (0 a 101.5 psi – 0 a 7 bar – 0 a 70m de coluna de agua)

A Freescale disponibiliza um documento explicando como fazer o monitoramento usando esta tecnologia:  AN1950

Esta outra nota de aplicação explica como evitar ruído na saída do sensor: AN1646

Conforme figura abaixo podemos ver que uma das entradas do sensor é conectada a uma mangueira plastica que deve ser posicionada no fundo do reservatório de forma que a pressão hidrostática seja a mesma no sensor.

MPX5050

 

A saída de sinal deste sensor é analógica de 0 a a aproximadamente 4,7V, e deve ser lido por um conversor analógico.

A titulo de curiosidade também é possível medir vácuo, usando a outra entrada do sensor. Inclusive é possível medir velocidade de fluxo do fluido, usando-se as duas entradas.

No próximo post pretendo falar sobre o produto já acabo pois neste momento já estou testando um protótipo aqui no meu condomínio.

Medição de nível de caixa d’água para residencias, condomínios ou empresas – parte 1

No dia 4 de fevereiro publiquei um artigo com o titulo: Falta de água no Cantareira, São Paulo poderá virar um deserto? propondo um sistema para informar o nível dos reservatórios de água de um condomínio, empresa ou residencia, de forma a ajudar na administração deste recurso tão precioso que é a agua. Sabemos que o os reservatórios de água do sistema Cantareira estão em níveis alarmantes e o governo vem acenando para um possível rodizio 5 por 2, ou seja 5 dias sem água e 2 dias com. Moro em um condomínio na Zona norte de São Paulo que poderá ser afetado por este rodizio e a proposta deste sistema é ajudar a administrar o uso consciente da água!

Este sistema que chamei AQUAMON sera constituído basicamente de duas partes:

  1. Hardware do medidor de nível com envio de informação para internet;
  2. Site ou App para acesso das informações pelo computado ou celular.

Vou escrever uma serie de artigos relatando os passos no desenvolvimento deste sistema.

Vamos começar analisando as tecnologias que podemos utilizar para a medição de nível em um caixa d’água.

O Nível é uma das variáveis mais comuns e mais amplamente utilizadas em aplicações em diversas aplicações.

Podemos definir medida de nível como a determinação da posição de uma interface de dois meios. Normalmente, um desses meios é líquido, podendo ser sólidos ou a combinação de ambos.

Temos uma grande variedade de sistemas de medição de nível, cada um com vantagens e limitações. A seleção do sistema de medição a ser utilizado deverá considerar as características específicas da aplicação, tais como: o tipo de produto cujo o nível se quer medir, a precisão desejada, custos e outras restrições existentes.

Os sistemas de medição medem ou a posição da superfície do líquido sobre um ponto de referência ou a altura hidrostática criada pelo líquido cuja superfície se deseja conhecer. Podemos classificar os medidores de nível como:

nível

Tabela 1 – Tecnologia aplicada em medições direta e indireta

Na tabela acima podemos ver que ha dois métodos a saber:

O método de medição direta que se faz tendo como referência a posição do plano superior da substância medida.

E o método de medição indireta que mede o nível em função de uma segunda variável.

Tecnologias de Medições Diretas
Visores de Nível

Este medidor usa o princípio dos vasos comunicantes, o nível é observado por um visor de vidro especial, podendo haver uma escala graduada acompanhando o visor. Esta medição é feita em tanques abertos ou fechados.

nível

Tanque com medição por vasos comunicantes

 

Boias e Flutuadores

 

Consiste em uma boia presa a um cabo que tem sua extremidade ligada a um contrapeso. No contrapeso está fixo um ponteiro que indicará diretamente o nível em uma escala. Esta medição é normalmente encontrada em tanques abertos.

nível
Contatos de Eletrodos

 

Nos líquidos que conduzem eletricidade, podemos mergulhar eletrodos metálicos de comprimentos diferentes. Quando houver condução entre os eletrodos teremos a indicação de que o nível atingiu a altura do último eletrodo alcançado pelo líquido.

nível
nível

 

Tecnologias de Medição Indireta

 

Medição de Nível por Capacitância

 

A capacitância é uma grandeza elétrica que existe em duas superfícies condutoras isoladas entre si. O medidor de nível capacitivo mede as capacidades do capacitor formado pelo eletrodo submergido no líquido em relação as paredes do tanque. A capacidade do conjunto depende do nível do líquido. O elemento sensor, é uma haste ou cabo flexível de metal. Em líquidos não condutores se empregam em um eletrodo normal, em fluidos condutores o eletrodo é isolado normalmente com teflon. A medida que o nível do tanque for aumentando o valor da capacitância aumenta progressivamente a medida que o dielétrico ar é submetido pelo dielétrico líquido a medir.

nível

 

Medição de nível por empuxo

 

Baseia-se no princípio do Arquimedes:

“Todo corpo mergulhado em um fluido sofre a ação de uma força vertical dirigida debaixo para cima igual ao peso do volume do fluido deslocado”

A esta força exercida pelo fluido do corpo nele submerso ou flutuante chamamos de empuxo.

Onde: E = empuxo V = volume deslocado δ= densidade ou peso específico do líquido

Baseado no principio de Arquimedes usa-se um deslocador (displacer) que sofre o empuxo do nível de um líquido, transmitindo para um indicador este movimento, por meio de um tubo de torque. O medidor deve ter um dispositivo de ajuste para densidade do líquido cujo nível está medindo, pois o empuxo varia com densidade.

Através dessa técnica podemos medir nível de interface entre dois líquidos não miscíveis. Na indústria muitas vezes temos que medir o nível da interface em um tanque contendo dois líquidos diferentes. Este fato ocorre em torres de destilação, de lavagem, decantadores, etc. Um dos métodos mais utilizados para medição da interface é através da variação do empuxo conforme citaremos a seguir. Consideremos um flutuador de forma cilíndrica mergulhado em dois líquidos com pesos específicos diferentes δ1 e δ2.

Desta forma podemos considerar que o empuxo aplicado no flutuador, será a soma dos empuxos E1 e E2 aplicados no cilindro, pelo líquidos de pesos específicos δ1 e δ2, respectivamente. O empuxo será dado por:

ET = E1 + E2 Onde:

Assim para diferentes valores de altura de interface, teremos diferentes variações de empuxo.

nível

Esquema de empuxo

nível

Esquema de sensor de empuxo

Medição de nível por ultra-som

 

O ultra-som é uma onda sonora, cuja freqüência de oscilação é maior que aquela sensível pelo ouvido humano, isto é, acima de 20 Khz. A geração ocorre quando uma força externa excita as moléculas de um meio elástico, esta excitação é transferida de molécula a molécula do meio, com uma velocidade que depende da elasticidade e inércia das moléculas. A propagação do ultra-som depende, portanto, do meio (sólido líquido ou gasoso). Assim sendo, a velocidade do som é a base para a medição através da técnica de eco, usada nos dispositivos ultra-sônicos.

As ondas de ultra-som são geradas e captadas pela excitação elétrica de materiais piezoelétricos.

A característica marcante dos materiais piezoelétricos é produção de uma frequência quando aplicamos uma tensão elétrica. Assim sendo, eles podem ser usados como gerador de ultra-som, compondo, portanto, os transmissores. Inversamente, quando se aplica uma força em um material piezoelétrico, ou seja, quando ele recebe um sinal de freqüência, resulta o aparecimento de uma tensão elétrica no seu terminal. Nesta modalidade, o material piezoelétrico é usado como receptor do ultra-som.

Os dispositivos do tipo ultra-sônico podem ser usados tanto na detecção contínua de nível como na descontínua. Os dispositivos destinados a detecção contínua de nível caracterizam-se, principalmente, pelo tipo de instalação, ou seja, os transdutores podem encontrar-se totalmente submersos no produto, ou instalados no topo do equipamento sem contato com o produto.

nível

Esquema de medidor de ultra-som

 

Medidor de Nível por Pressão Diferencial

 

Uma coluna vertical de fluido exerce uma pressão devido ao peso da coluna. A relação entre a altura da coluna, e a pressão do fluido na parte inferior da coluna é constante para qualquer fluido específico (densidade), independentemente da largura ou forma do reservatório.

Por tanto, o Nível pode ser inferido a partir da a pressão exercida pela altura da coluna líquida do líquido dentro do tanque.

Baseia-se no Teorema de Stevin:

P = γ h

P = Pressão em mm H2O ou polegada H2O

h = nível em mm ou em polegadas

γ = densidade relativa do líquido na temperatura ambiente ou densidade especifica .

A 4°C a água pura tem uma densidade (peso ou massa) de cerca de 1 g/cm3 , 1 g/ml, 1 kg/litro, 1000 kg/m3 ouu 62.4 lb/.ft3

Por exemplo, a pressão gerada por uma coluna de óleo de 12 pés de elevação tendo uma densidade especifica (γ) de 40 lb/ft3 é:

formula

 

O nível do líquido é proporcional à pressão no fundo do tanque. Se colocam medidores de pressão para medir a pressão do recipiente e a pressão no fundo do recipiente.

P(fundo) – P(superfície)=ρ*g*h

ρ = densidade do líquido

g= 9.8066 m/s2 = 32.174 ft/s2

Fator de conversão :

gc = 9,80 kg.m/kgf.s2 = 32,174 lb.ft/lbf.s2 .

TAnque