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IOT e o Intel Edison

Nesta sexta (06/11/2015) e sábado (07/11/2015) estive no evento Intel Iot RoadShow 2015, na faculdade Insper para conhecer a plataforma de Iot da Intel chamada Intel Edison.

Quando chegamos ao evento recebemos um kit de
desenvolvimento com o modulo Intel Edison, diversos sensores da Grove, uma camiseta e crachá para o evento. Vejam o link para o kit aqui:

https://software.intel.com/pt-br/iot/hardware/edison

Compareceram diversas pessoas, tais como Engenheiros, Físicos, Hobistas, Estudantes e etc. No primeiro dia tivemos contato com a plataforma.

Foram dois dias de muita tecnologia

Internet das Coisas

Por exemplo através do monitoramento da eficiência energética de nossas casas a fim de encontrar formas mais produtivas para alimentar a população mundial, aproveitamento destas “coisas” conectadas e transformação de grandes quantidades de dados brutos em percepções que podem ser praticadas, causaremos um grande impacto sobre a sociedade.

Qual o tamanho e o escopo da oportunidade de IoT?  Desde integradores de sistema a desenvolvedores de software e fabricantes de hardware, a cooperação é uma necessidade. A Intel está construindo um “grupo integrado e diversificado” (onde eu estou dentro) de parceiros que colaboram para criar normas e protocolos comuns, fazendo com que as “coisas” funcionem com a nuvem.

A Intel está enfrentando estes desafios, oferecendo produtos abertos e adaptáveis, promovendo um grupo integrado e próspero e mostrando o que é possível fazer com pilotos e caMarcelo IOTsos de uso que demonstram o valor potencial e facilidade de implantação.

Para simplificar e tornar mais rápidos os processos de implantação e adaptação da IoT nas aplicações, oferecemos a Intel® IoT
Platform, um projeto que apresenta detalhes de como se conectar de forma segura e gerenciar uma frota de “coisas”, desde pequenos sensores até enormes fazendas de servidores que compõem a nuvem, sem deixar de utilizar várias ferramentas e tecnologias de análise ao longo do caminho.

A IoT está provando ser uma virada de jogo tanto para os consumidores quanto para as empresas.

Este é o maravilhoso mundo novo!

 

Incendio ALEMOA

Esta foi considerada a segunda ocorrência mais grave do mundo em terminal de armazenamento de combustíveis, segundo a classificação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo para o incêndio que, no início de abril de 2015, destruiu seis tanques de etanol e gasolina da empresa Ultracargo localizados na área retroportuária de Santos, bairro da Alemoa, causando diversos prejuízos naquela região do litoral paulista, principalmente de ordem ambiental.

De forma a evitar que eventos como esse ocorram novamente no Brasil, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) realizou no dia 20 de maio, em parceria com o Corpo de Bombeiros, a Prefeitura Municipal de Santos e a Associação dos Engenheiros e Arquitetos local (AEAS), um fórum que contou com a participação de várias instituições interessadas no estudo do caso e foram avaliadas propostas para aprimorar as atividades de prevenção contra incêndios e inspirar legislações que imponham exigências mais rigorosas nas áreas da segurança e preservação do meio ambiente.

 

O que precisa melhorar em situações de risco

Em reunião, realizada na sede do Crea-SP, o Coronel PM Cássio Armani, Coordenador Operacional do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, declarou que “o Corpo de Bombeiros desempenhou grande esforço para o controle do incêndio na Alemoa, mas houve problemas de despreparo, em termos de equipamentos, para a situação tão pouco recorrente. Com equipamento adequado para a ocasião, a Petrobrás foi fundamental na ação de resfriamento dos tanques e do entorno”. Segundo os organizadores do fórum, “o Corpo de Bombeiros precisaria dispor de equipamentos similares aos da Petrobrás para combater esse tipo de sinistro”.

Uma questão muito importante que foi discutida no encontro em Santos refere-se a planos de evacuação da população em caso de emergência, o que envolveria ações da Defesa Civil e de setores específicos das Prefeituras. “Na Alemoa tivemos a elevação de gases perigosos e, se os níveis de tolerância fossem ultrapassados, seria muito complicado organizar a evacuação de cidades inteiras, como Santos, Cubatão e Guarujá. Afinal, não se deve esquecer que registramos o segundo maior incêndio em terminais do mundo, com risco real de se transformar numa tragédia de maiores proporções” – disse Armani.

Segundo o Presidente do Crea-SP, Eng. Francisco Kurimori, “o nosso papel é promover o debate com a sociedade, para estimulá-la a se preparar melhor, de maneira preventiva e também, eventualmente, de maneira corretiva, para que nós tenhamos uma segurança melhor para a população”.

“Desde o incêndio no Edifício Joelma – continua Kurimori – o Crea-SP mantém sua parceria com o Corpo de Bombeiros. O que ocorreu em Santos foi falha da Engenharia e a solução deverá vir da Engenharia”.

Fonte: CREA-SP

NBR16280:2014 – Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas

Muitas pessoas tem me procurado sobre a norma ABNT NBR16280:2014 – Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas — Requisitos, para saber se é necessário a ART na reforma de seu apartamento. Verifico que todos estão preocupados com as alterações ou reformas que serão feitas nas unidades, mas pouco se fala sobre a obra como um todo.

A norma ABNT NBR16280:2014 tem como foco, todo um sistema de gestão de reformas, não estabelece apenas critérios para as alterações propriamente ditas. O risco de uma obra executada sem o devido acompanhamento técnico muitas vezes é maior durante a condução dos trabalhos.

Por exemplo, um pedreiro que venha a perder um dedo da mão por falta de uso de EPI na chamada “Makita – serra utilizaMakitada para cortar revestimento, mármores e granitos”, ou ainda a chamada “Makita” venha a cortar a tubulação de Gás da edificação e provoque uma explosão.

Alem dos perigos associados a obra, temos os problemas relacionados ao meio ambiente e as normas do próprio condomínio.

A norma trata dos seguintes aspectos:
  1. Requisitos gerais;
  2. Áreas privadas;
  3. Áreas comuns;
  4. Incumbências e encargos;
Responsável(is) legal(is) da edificação
  1. Antes do inicio da reforma;
  2. Durante a reforma;
  3. Apos as obras de reforma;
Proprietário de unidade autônoma, quando edificação em condomínio
  1. Antes do inicio da reforma;
  2. Durante a reforma;
  3. Apos as obras de reforma;
Documentação
  1. Requisitos para a documentação das obras de reforma
  2. Arquivo
  3. Registro

O escopo definido na norma ABNT NBR16280:2014, estabelece que os requisitos para os sistemas de gestão de controle de processos, projetos, execução e segurança, devem incluir meios para:

  1. Prevenções de perda de desempenho decorrente das ações de intervenção gerais ou pontuais nos sistemas, elementos ou componentes da edificação;
  2. Planejamento, projetos e analises técnicas de implicações da reforma na edificação;
  3. Alteração das características originais da edificação ou de suas funções;
  4. Descrição das características da execução das obras de reforma;
  5. Segurança da edificação, do entorno e de seus usuários;
  6. Registro documental da situação da edificação, antes da reforma, dos procedimentos utilizados e do pós-obra de reforma;
  7. Supervisão técnica dos processos e das obras.
Requisitos para a “gestão da reforma” – Conforme NBR16280

Toda a reforma deve atender a um plano de diretrizes, que contemple no minimo:

  • Preservação dos sistemas de segurança existentes na edificação;
  • Apresentação de toda e qualquer modificação que altere ou comprometa a segurança da edificação ou do seu entorno à analise da incorporadora/construtora e do projetista, dentro do prazo decadencial (legal). Apos esse prazo, um responsável técnico designado pelo responsável legal (Síndico) deve efetuar a analise;
  • Meios que protejam os usuários das edificações de eventuais danos ou prejuízos decorrentes da execução dos serviços de reforma e sua vizinhança;
  • Descrição dos processos de reforma clara e objetiva, atendendo aos regulamentos exigíveis para a realização das obras e sua forma de comunicação;
  • Quando aplicável, o registro e a aprovação nos órgãos competentes e pelo condomínio, exigidos para a sua execução;
  • Definição dos responsáveis e suas atribuições em todas as fases do processo;
  • Previsão de recursos para o planejamento da reforma: materiais, técnicos, financeiros e humanos, capazes de atender às interferências nos diferentes sistemas da edificação e prover informações e condições para prevenir ou mitigar os riscos;
  • Garantia de que a reforma não prejudica a continuidade dos diferentes tipos de manutenção das edificações, apos a obra;
Requisitos para a “realização de reformas” em edificações – Conforme NBR16280
 Obras

O plano de reforma deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado (Engenheiro) por apresentar a descrição de impactos de sistemas, subsistemas, equipamentos e afins da edificação, e por encaminhar o plano ao responsável legal (Síndico) da edificação, em comunicado formal para analise antes do inicio da obra de reforma. O plano deve atender as seguintes condições:

  • Atendimento às legislações vigentes e normas técnicas pertinentes para realização das obras;
  • Estudo que garanta a segurança da edificação e dos usuários, durante e apos a execução da obra;
  • Autorização para circulação, nas dependências da edificação, dos insumos e funcionários que realizarão as obras nos horários de trabalho permitidos;
  • Apresentação de projetos, desenhos, memoriais descritivos e referencias técnicas, quando aplicáveis;
  • Escopo dos serviços a serem realizados;
  • Identificação de atividades que propiciem a geração de ruídos, com previsão dos níveis de pressão sonora máxima durante a obra;
  • Identificação de uso de materiais tóxicos, combustíveis e inflamáveis;
  • Localização e implicações no entorno da reforma;
  • Cronograma da reforma;
  • Dados das empresas, profissionais e funcionários envolvidos na realização da reforma;
  • A responsabilidade técnica pelo projeto, pela execução e pela supervisão das obras, quando aplicável, deve ser documentada de forma legal e apresentada para a nomeação do respectivo interveniente;
  • Planejamento de descarte de resíduos, em atendimento à legislação vigente;
  • Estabelecimento do local de armazenamento dos insumos a serem empregados e resíduos gerados;
  • Implicações sobre o manual de uso, operação e manutenção das edificações, conforme ABNT NBR 14037, e na gestão da manutenção, conforme a ABNT NBR 5674, quando aplicável.
Conforme item 5.2 Áreas privativas:

As adequações técnicas ou reformas em áreas privativas da edificação que afetam a estrutura, as vedações ou quaisquer sistemas da unidade ou da edificação devem atender aos requisitos acima e ser comprovadamente documentadas e comunicadas ao responsável legal (Síndico) da edificação antes de seu inicio.

O responsável legal (Síndico) deve autorizar o transito nas áreas comuns do edifício dos insumos e funcionários que atuarão na obra. Se não autorizado o responsável legal (Síndico) deve apresentar justificativa técnica ou legal ao solicitante.

A norma deixa claro que a autorização por parte do responsável legal (Síndico) da edificação quanto ao transito nas áreas comuns do edifício dos insumos e funcionários que atuarão na obra não substitui as aprovações legais, nem representa o compartilhamento de responsabilidade legal pela realização da reforma.

Durante toda a realização das obras de reforma, todos os sistemas de segurança da edificação devem permanecer em funcionamento ou, se necessário, devem ser previstos sistemas alternativos. Por exemplo, já vi situações muito desastrosas comoEPI a drenagem de toda a reserva técnica de incêndio para a limpeza de caixa d’agua, esta atividade coloca em risco toda a edificação e caso ocorra um sinistro a seguradora não pagará os prejuízos decorrentes de um incêndio.

Em nenhuma hipótese pode haver obstrução, mesmo que temporária ou parcial, das saídas de emergência da edificação. Caso necessário, devem ser criadas rotas de figa e saídas de emergência compatíveis com a ABNT NBR 9077, que devem ser implementadas antes do inicio da reforma.

Devem ser aplicados controles que validem as condições de terminalidade ou recebimento das etapas da obra, de forma a garantir o cumprimento dos requisitos legais e as especificações elencadas no plano.

Caso seja constatada alteração de escopo da reforma, a obra deve ser imediatamente interrompida e proibido o acesso de materiais e funcionários. A documentação deve ser submetida à nova analise e aprovação, e, somente apos a autorização do novo escopo, a obra pode ser retomada.

Os aspectos de segurança e uso da edificação, deve ser mantida por meio de ações técnicas, legais e emergenciais cabíveis.

Conforme item 5.3 Áreas comuns:

“Todas as reformas” devem atender às normas técnicas existentes e legislações vigentes, bem como devem ser alinhadas ao plano de gestão e manutenção, conforme ABNT NBR 5674, Devem também atender aos requisitos de registros e arquivamento das documentações.

NBR16280

Conforme item 6.1 Responsável(is) legal(is) da edificação:

 

Conforme item 6.1.1 Antes do inicio da obra de reforma:

Cabe ao responsável legal da edificação (Sindico) o seguinte:

  • Disponibilizar os requisitos e ações necessárias para a realização de reformas além das previstas na convenção de condomínio e regimento, quando condomínio. (por exemplo, documentos exigíveis, horário de trabalho, transito de insumos e prestadores de serviço, entre outros);
  • Requerer a necessária atualização do manual de operação, uso e manutenção da edificação, observadas as normas pertinentes vigentes;
  • Receber as documentações ou propostas de reforma;
  • Encaminhar a proposta de reforma para analise técnica e legal;
  • Formalizar, com base na analise, resposta à solicitação nos seguintes termos e justificativas (aprovado, aprovado com ressalvas ou rejeitado);
  • Autorizar a entrada na edificação de insumos e pessoas contratadas para a realização dos serviços de reforma somente apos atendimento a todos os requisitos do plano de reforma;
  • Promover a comunicação e disseminação entre os demais usuários sobre as obras de reforma na edificação que estiverem aprovadas.
Conforme item 6.1.2 Durante as obras de reforma:
  • Verificar ou delegar a terceiros o devido atendimento ao plano de reforma, para assegurar condições necessárias à realização segura das obras;
  • Cumprir e fazer cumprir as deliberações em relação às obras aprovadas, em atendimento à convenção, ao regimento interno e às determinações da assembleia, quando condomínio;
  • Tomar ações legais necessárias, sob qualquer condição de risco iminente para a edificação, seu entorno ou seus usuários;
Conforme item 6.1.3 Apos as obras de reforma
  • Vistoriar ou delegar a terceiros as condições de finalização da obra concluída;
  • Receber o termo de encerramento das obras emitido pelo executante e o manual atualizado, nos termos da ABNT NBR 14037;
  • Encerrada a obra nos termos descritos em 6.1.3, cancelar as autorizações para entrada e circulação de insumos ou prestadores de serviços da obra;
  • Arquivar toda a documentação oriunda da reforma, incluindo o termo de encerramento das obras emitido pelo executante.
Conforme item 6.2 Proprietário de unidade autônoma, quando edificação em condomínio.

 

Conforme item 6.2.1 Antes do inicio da obra de reforma

Encaminhar ao responsável legal da edificação (Síndico) o plano de reforma e as documentações necessárias que comprovem o atendimento à legislação vigente, normalização e regulamentos para a realização de reformas.

 

Conforme item 6.2.2 Durante as obras de reforma

Diligenciar para que a reforma seja realizada dentro dos preceitos da segurança e para que atenda a todos os regulamentos.

Conforme item 6.2.3 Após as obras de reforma

Atualizar o conteúdo do manual de uso, operação e manutenção do edifício e ou manual do proprietário, nos pontos em que as reformas interfiram conforme os termos da ABNT NBR 14037. No caso de inexistência deste manual da edificação reformada, as intervenções que compõem a reforma devem ter o manual de uso, operação e manutenção elaborado conforme a ABNT NBR 14037.

Requisitos para a documentação das obras de reforma

Toda a documentação das obras de reforma deve ser arquivada como parte integrante do manual de uso, operação e manutenção da edificação, ficando sob guarda do responsável legal. Toda documentação da gestão da reforma deve ter os controles necessários para identificação, armazenamento, proteção, recuperação, retenção e disposição dos registros.

Quando solicitada a documentação deve estar disponível e prontamente recuperável, aos proprietários, condôminos, construtor/incorporador e contratado, quando pertinente.

O responsável legal (Síndico) deve manter a guarda da documentação referente às reformas e transferi-la integralmente e formalmente ao seu sucessor.

Os registros devem ser mantidos legíveis e disponíveis para prover evidencias da realização das obras segundo os planos de reforma aprovados.

Os registros devem conter no minimo:

  1. Identificação da obra de reforma e data;
  2. Estabelecer a forma de arquivamento dos registros e garantia da sua integridade pelo prazo legal.
Modelo orientativo para realização de obras de reforma em edificações

Segue abaixo um modelo orientativo que faz parte da norma. Mas para a devida compreensão, é necessário entender a definição de Empresa capacitada e Empresa especializada.

Empresa capacitada:

Organização ou pessoa que tenha recebido capacitação, orientação e responsabilidade de profissional legalmente habilitado e que trabalhe sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado, conforme ABNT NBR 5674 (Empresa que tenha sido treinada por Engenheiro mas que o profissional Engenheiro não faz parte do quadro de funcionários).

Empresa especializada:

Organização ou profissional liberal que exerça função na qual são exigidas qualificação e competência técnica especificas, conforme ABNT NBR 5674 (Engenheiro ou Empresa que tenha um Engenheiro responsável).

Tabela NBR16280

As normas e documentos relacionados são:

ABNT NBR 5671, Participação dos intervenientes em serviços e obras de engenharia e arquitetura;

ABNT NBR 5674, Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção;

ABNT NBR 9077, Sidas de emergência em edificações;

ABNT NBR 12721, Avaliação de custos unitários de construção para incorporação imobiliária e outras disposições para condomínios edifícios – Procedimento;

ABNT NBR 14037, Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações – Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos;

ABNT NBR 15575 (todas as partes), Edificações habitacionais – Desempenho

Sistema de monitoramento de caixa d’água para residencias, condomínios ou empresas – parte 3

Finalmente cheguei ao final do desenvolvimento do sistema de monitoramento de caixa d’água – AquaMon que foi concebido para administração da água em residencias, condomínios ou empresas. O sistema informa em tempo real os níveis dos reservatórios de água no display em seu painel. O sistema também envia informações para um servidor na internet, alem disso também envia alarmes pre-programados por mensagens de SMS em celulares.

AquaMon – Sistema de monitoramento de caixa d’água

 

O sistema AquaMon – Sistema de monitoramento de caixa d’água utiliza o conceito de “Internet das Coisas” ou “Internet of Things” – IOT veja o Artigo: Internet das coisas: Engenheiro explica o conceito

Acesso dos condôminos a informação

Cada condômino pode verificar on-line os níveis dos reservatórios do seu condomínio usando o seu computador ou celular para acessar a internet. Isso ajuda muito a administrar um recurso que cada vez mais é escasso. Imagine a seguinte situação: estou no trabalho e preciso saber se tem água disponível para tomar aquele merecido banho ou terei que ir ate a casa da sogra… Basta acessar o site do sistema, fazer o login e verificar a situação… Alias, podemos saber também se tem energia no condomínio e decidir se é melhor aguardar um pouco mais, afinal subir as escadas ate o trigésimo andar depois de um longo dia de trabalho, não é uma tarefa la muito prazerosa.

Os tipos de alarmes disponíveis são:

  1. foto 2Falta de energia elétrica;
  2. Retorno de energia elétrica;
  3. Falta de água da concessionaria;
  4. Retorno da água da concessionaria;
  5. Nível dos reservatórios em 10%;
  6. Nível dos reservatórios em 20%;
  7. Nível dos reservatórios em 30%;
  8. Nível dos reservatórios em 50%;
  9. Nível dos reservatórios em 100%;
  10. Problema no sistema de bombeamento;
  11. Possível vazamento;

As configurações do equipamento são feitas por um controle remoto por Infravermelho, isso facilita muito.20150429_211252

. As opções existentes são:

  1. Data/Hora;
  2. Calibração;
  3. Alarmes;
  4. GPRS.

 

 

 

Faz uma semana que o protótipo do sistema de monitoramento de água – AquaMon – Sistema de monitoramento de caixa d’água foi instalado no condomínio onde moro para avaliar e verificar possíveis correções de software e ou hardware. Este é o painel que desenvolvi para o produto. A imagem esta mostrando a mensagem de inicialização do sistema no display. O equipamento quando é ligado, efetua a verificação do funcionamento dos seus sistemas na forma de um auto teste e passa a mostrar no display a informação do nível dos reservatórios monitorados pelo sistema em tempo real, assim como enviar estas informações para o servidor do AquaMon – Sistema de monitoramento de caixa d’água na internet e SMS´s dos alarmes programados.

 

No próximo post pretendo detalhar melhor o funcionamento do sistema de monitoramento de água AquaMon.

Se alguém tiver interesse em obter mais informações sobre o sistema basta entrar em contato

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O sistema esta pronto e operando, veja o link:

http://www.marcelobarreto.eng.br/monitoramento-nivel-de-caixa-dagua/

Medição de nível de caixa d’água para residencias, condomínios ou empresas – parte 2

No primeiro artigo abordei as varias técnicas para medição de nível. Este artigo vamos nos aprofundar na tecnologia de medição de nível por diferença de pressão. Este método apresenta uma serie de características que vai beneficiar este projeto. Dentre elas, a principal é a simplicidade mecânica aliada a uma ótima precisão.

Freescale fabrica sensores de pressão que mede a diferença de pressão entre uma entrada e outra. Veja a foto abaixo:

Sensor

Sensor

Esse sensor mede a pressão de qualquer fluido (água, óleo, ar, etc). A principal aplicação é a medição de nível em caixas d’agua, máquinas de lavar, etc.

Ha varios modelos a saber, cada um para uma faixa de pressão:

  • MPX5010DP: 0 a 10 kPa (0 a 1,45 psi – 0 a 0,1 bar – 0 a 1m de coluna de agua)
  • MPX5050DP: 0 a 50 kPa (0 a 7,25 psi – 0 a 0,5 bar – 0 a 5m de coluna de agua)
  • MPX5100DP: 0 a 100 kPa (0 a 14,5 psi – 0 a 1 bar – 0 a 10m de coluna de agua)
  • MPX5500DP: 0 a 500 kPa (0 a 72.5 psi – 0 a 5 bar – 0 a 50m de coluna de agua) – EM FALTA
  • MPX5700DP: 0 a 700 kPa (0 a 101.5 psi – 0 a 7 bar – 0 a 70m de coluna de agua)

A Freescale disponibiliza um documento explicando como fazer o monitoramento usando esta tecnologia:  AN1950

Esta outra nota de aplicação explica como evitar ruído na saída do sensor: AN1646

Conforme figura abaixo podemos ver que uma das entradas do sensor é conectada a uma mangueira plastica que deve ser posicionada no fundo do reservatório de forma que a pressão hidrostática seja a mesma no sensor.

MPX5050

 

A saída de sinal deste sensor é analógica de 0 a a aproximadamente 4,7V, e deve ser lido por um conversor analógico.

A titulo de curiosidade também é possível medir vácuo, usando a outra entrada do sensor. Inclusive é possível medir velocidade de fluxo do fluido, usando-se as duas entradas.

No próximo post pretendo falar sobre o produto já acabo pois neste momento já estou testando um protótipo aqui no meu condomínio.

Solução para falta de água

É verão de 2015. As filas para pegar água se espalham por vários bairros. Varias famílias carregam baldes e aguardam a os caminhões-pipa. Não ha uma gota nos canos e nas torneiras. O racionamento 5 por 2 no abastecimento força lugares com Solução para falta de água grandes aglomerações, como shopping centers e faculdades, a fechar suas portas. As chuvas da estação não vieram, as obras que estão em andamento tardarão a ter efeito e o desperdício continua muito alto. Por isso, São Paulo e várias cidades vizinhas, que formam a maior região metropolitana do país, entram na mais grave crise de falta d’água da história.

Será ficção? Não acredito! Nós, moradores da Zona Norte de São Paulo já estamos vivendo situações muito próximas da narrada acima.

Em Itu, a população passa por uma situação terrível. Veja reportagem.

Solução para falta de água

Atualmente moro em um condomínio com uma unica torre na Zona Norte de São Paulo que é abastecido pelo sistema Cantareira. Temos uma cisterna de 30 mil litros de água e duas caixas interligadas no alto da torre com 40 mil litros no total. O racionamento de água, já é uma realidade e ele ocorre todos os dias das 15:00 as 6:00. Quando for implementado o rodizio de 5 dias sem água e 2 dias com água, teremos um grande problema, porque para os níveis atuais de consumo do condomínio a água deve durar no máximo 2 dias e ficaremos em media 3 dias sem água alguma.

Estive pensando como será a situação de ficar três dias sem água alguma. No nosso condomínio ainda não implementaram a individualização das contas de água, isso contribui para o desperdício.Solução para falta de água

Os moradores tem culpa? A população tem culpa? Não, claro que não. Porem como vamos atravessar estes tempos difíceis? Varias medidas estão sendo tomadas por todos para economizar o nosso liquido tão precioso. Mas afinal como é possível administrar os estoques de água? Hoje não ha como saber qual a quantidade de água presente em nossas caixas d’agua e tão pouco sabemos se ha água da rua.

Solução para a falta de água

Pensando nisso, vou iniciar um projeto de um sistema de monitoramento dos reservatórios de água eletrônico que enviará as informações para a internet e disponíveis para consulta por qualquer morador por celular ou computador. Dessa forma cada morador poderá verificar On-line (WiFi, GPRS/GSM, Ethernet) a situação dos reservatórios e a previsão para o fim dos estoques, isso deve ajudar em muito no processo de administração da agua. Segue abaixo uma lista de informações que o sistema vai disponibilizar:

  • Nível total e individual de cada reservatório com histórico por gráfico;
  • Condição do fornecimento, se ha água de rua ou não com histórico por gráfico;
  • Monitoramento do funcionamento das bombas de água com histórico por gráficos;
  • Previsão de fim dos estoques.

O diagrama de blocos do sistema de medição será como segue:

Solução para falta de água

 

Estou nomeando o sistema como “AQUAMON” – Sistema de monitoramento de Água que vem para contribuir na Solução para falta de água.

Para o monitoramento deve ser instalado um sistema para cada caixa d’água, veja o diagrama da instalação proposto para um caso hipotético:

 

Solução para falta de água

Gostaria de discutir casos específicos para saber se o sistema poderá atender a sua necessidade. Quem tiver interesse adquirir o sistema entre em contato.

 

 

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