Incendio ALEMOA

Esta foi considerada a segunda ocorrência mais grave do mundo em terminal de armazenamento de combustíveis, segundo a classificação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo para o incêndio que, no início de abril de 2015, destruiu seis tanques de etanol e gasolina da empresa Ultracargo localizados na área retroportuária de Santos, bairro da Alemoa, causando diversos prejuízos naquela região do litoral paulista, principalmente de ordem ambiental.

De forma a evitar que eventos como esse ocorram novamente no Brasil, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) realizou no dia 20 de maio, em parceria com o Corpo de Bombeiros, a Prefeitura Municipal de Santos e a Associação dos Engenheiros e Arquitetos local (AEAS), um fórum que contou com a participação de várias instituições interessadas no estudo do caso e foram avaliadas propostas para aprimorar as atividades de prevenção contra incêndios e inspirar legislações que imponham exigências mais rigorosas nas áreas da segurança e preservação do meio ambiente.

 

O que precisa melhorar em situações de risco

Em reunião, realizada na sede do Crea-SP, o Coronel PM Cássio Armani, Coordenador Operacional do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, declarou que “o Corpo de Bombeiros desempenhou grande esforço para o controle do incêndio na Alemoa, mas houve problemas de despreparo, em termos de equipamentos, para a situação tão pouco recorrente. Com equipamento adequado para a ocasião, a Petrobrás foi fundamental na ação de resfriamento dos tanques e do entorno”. Segundo os organizadores do fórum, “o Corpo de Bombeiros precisaria dispor de equipamentos similares aos da Petrobrás para combater esse tipo de sinistro”.

Uma questão muito importante que foi discutida no encontro em Santos refere-se a planos de evacuação da população em caso de emergência, o que envolveria ações da Defesa Civil e de setores específicos das Prefeituras. “Na Alemoa tivemos a elevação de gases perigosos e, se os níveis de tolerância fossem ultrapassados, seria muito complicado organizar a evacuação de cidades inteiras, como Santos, Cubatão e Guarujá. Afinal, não se deve esquecer que registramos o segundo maior incêndio em terminais do mundo, com risco real de se transformar numa tragédia de maiores proporções” – disse Armani.

Segundo o Presidente do Crea-SP, Eng. Francisco Kurimori, “o nosso papel é promover o debate com a sociedade, para estimulá-la a se preparar melhor, de maneira preventiva e também, eventualmente, de maneira corretiva, para que nós tenhamos uma segurança melhor para a população”.

“Desde o incêndio no Edifício Joelma – continua Kurimori – o Crea-SP mantém sua parceria com o Corpo de Bombeiros. O que ocorreu em Santos foi falha da Engenharia e a solução deverá vir da Engenharia”.

Fonte: CREA-SP

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »